Consumidor não acredita que nova queda no preço da gasolina chegue nas bombas

Consumidores reclamam que nem a primeira queda de preços foi repassada ainda e que até agora só sentem a redução por conta da isenção de impostos aprovada pelo governo Bolsonaro e acolhida pelo governo do Estado

Porto Velho, RO - A partir desta sexta-feira (29), o preço médio de venda de gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 3,71 por litro, uma redução de R$ 0,15 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,81, em média, para R$ 2,70 a cada litro vendido na bomba.

Para o consumidor final, entretanto, essa baixa não deve ser sentida de imediato, uma vez que muitos postos de combustíveis do estado de Rondônia ainda não repassaram aos seus preços a redução de R$ 0,20 anunciada pela Petrobrás na semana retrasada.

"Só o que estamos vendo na maioria dos postos de gasolina da capital e do interior é a redução dos impostos. Isso sim refletiu na baixa da gasolina nas bombas. Aquela baixa de 20 centavos que deveria ter sido repassada, parece que ainda não chegou. Tem posto de gasolina na capital vendendo o produto a R$ 6,20 ao consumidor final", disse um João Cândido, que é taxista e faz o trajeto Porto Velho a Ji-Paraná, todos os dias.

De acordo com a Petrobrás, essa nova redução de preço da gasolina que deve ser praticada a partir de hoje, 29, acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

Da Redação
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