NADA PRA FAZER: Cármen Lúcia cobra PGR sobre conduta de Bolsonaro em motociata nos EUA


A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao lado da atriz e escritora Maria Ribeiro, durante o seminário Mais Mulheres na Política, no Senado - 30/05/2022 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Porto Velho, RO - Como se não tivesse nada para fazer, se a morosidade dos processos que tramitam no STF não fosse uma das maiores do mundo, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um pedido de investigação da conduta do presidente Jair Bolsonaro e de Anderson Torres, ministro da Justiça, durante uma motociata nos Estados Unidos.

O STF foi acionado pelo PT em virtude da participação do jornalista Allan dos Santos, no evento. Ele é alvo de inquéritos movidos pela Corte. Para juristas ouvidos pela Revista Oeste, as investigações do tribunal são inconstitucionais.

Cabe à PGR avaliar o documento apresentado pelos parlamentares e informar se há elementos para a abertura de uma investigação sobre o caso. Os deputados do PT acusam Bolsonaro e Torres de crime de responsabilidade.

A sigla argumentou ainda haver indícios de “crime de prevaricação” — quando, ao tomar conhecimento de supostas irregularidades, deixa-se de comunicar um fato às autoridades, como a Polícia Federal e ao Ministério Público Federal.

Nos EUA, Bolsonaro não foi visto publicamente com Allan dos Santos.

Motociata de Bolsonaro nos EUA
No sábado 11, o presidente Jair Bolsonaro participou de uma motociata em Orlando, na Flórida. O ponto de partida do grupo foi uma igreja evangélica.
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