Soja: preços voltam a subir e movimentação melhora no Brasil

 Mercado finalmente reage, após mais um dia de ganhos em Chicago e de elevação do dólar frente ao real


Porto Velho, RO - Após mais um dia de bons ganhos em Chicago e de elevação do dólar frente ao real, o mercado de soja finalmente reagiu em termos de comercialização. Ainda que o movimento tenha sido moderado, os preços subiram nas principais praças do país.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 182 para R$ 184. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 181 para R$ 183. No Porto de Rio Grande, o preço aumentou de R$ 185 para R$ 188.

Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 175 para R$ 178 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca de soja avançou de R$ 181 para R$ 184.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 164 para R$ 169. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 173 para R$ 176. Em Rio Verde (GO), a saca aumentou de R$ 163 para R$ 165.
Chicago

Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. Novos números indicando redução na oferta da América do Sul sustentaram as cotações.

O mercado também avaliou os sinais de demanda pelo produto americano e tentou se posicionar frente ao relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A produção brasileira de soja deverá totalizar 122,43 milhões de toneladas na temporada 2021/22, com recuo de 11,4% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 138,15 milhões de toneladas.

A projeção é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No relatório de março, a previsão de safra de soja estava em 122,77 milhões de toneladas.

Segundo o USDA, as vendas semanais de soja dos Estados Unidos somaram 1,099 milhão de toneladas, dentro do esperado pelo mercado, entre 600 mil e 1,45 milhão de toneladas.

No relatório mensal de amanhã, o Departamento deverá reduzir as suas estimativas para os estoques de passagem de soja dos Estados Unidos em 2021/22. Os estoques globais e as estimativas de safra da América do Sul também deverão ser cortados.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques dos Estados Unidos de 254 milhões de bushels, contra 285 milhões de bushels indicados no relatório de março.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 88,4 milhões de toneladas, contra 90 milhões estimados em março.

A previsão para a safra do Brasil deverá ser reduzida de 127 milhões para 125 milhões de toneladas. Para a Argentina, o Departamento deverá cortar sua estimativa de 43,5 milhões para 42,6 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 26,00 centavos de dólar por bushel ou 1,6% a US$ 16,45 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 16,27 por bushel, com ganho de 23,50 centavos ou 1,46%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,60 ou 0,34% a US$ 460,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 73,02 centavos de dólar, com ganho de 1,19 centavo ou 1,65%.

Fonte: Canal Rural
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