Vice-prefeito Maurício concorre nas eleições deste ano, Raupp retoma as ações políticas no Estado, por que o MDB procura candidato e ignora Maurão?

A íntegra da coluna redigida pelo jornalista Waldir Costa


Raupp –Uma das lideranças políticas mais expressivas de Rondônia, Valdir Raupp, ex-vereador e ex-prefeito de Rolim de Moura, ex-governador, ex-senador, que já presidiu e organizou o MDB no Estado, inclusive, foi ele quem construiu a sede em Porto Velho, está afastado da política desde as eleições de 2018, quando não conseguiu a segunda reeleição ao Senado. Raupp perdeu o comando do partido para o senador Confúcio Moura, sua “cria” na política, e, plagiando o colega jornalista Carlos Sperança, “a cria sempre se volta contra o criador”, o que é normal no segmento, ficou sem espaço no ninho peemedebista nos últimos anos. Amigos de Raupp garantem, que ele deverá concorrer a cargo eletivo nas eleições gerais deste ano, provavelmente à Câmara Federal. Quem viver verá...

Maurício – Como o prefeito-reeleito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), não será candidato a cargos eletivos nas eleições de outubro próximo, o seu vice, Maurício Carvalho (PSDB), hoje exercendo o cargo de titular com a licença de 30 dias de Hildon, deverá entrar na disputa. Como a irmã, deputada federal e presidente dos tucanos em Rondônia, Mariana Carvalho deverá concorrer à reeleição, e as informações mais recentes são que Maurício é pré-candidato a deputado estadual. Caso opte por concorrer a cargo eletivo em outubro próximo, Maurício terá que renunciar a condição de vice, segundo informações de especialistas em processo eleitoral. A renúncia seria, antes de 3 de abril, ou seja, seis meses antes das eleições gerais de outubro próximo. O “vice”, no caso, passaria a ser o presidente da Câmara Municipal, vereador Edwilson Negreiros (PSB).

MDB – Após a decisão do senador Confúcio Moura em não concorrer na sucessão estadual nas eleições gerais de outubro, anunciada publicamente, há dias, surgiram vários comentários sobre o futuro do partido. O que mais se comenta quando o assunto é MDB, seria a filiação do deputado federal Léo Moraes, atual presidente regional do Podemos, com a garantia, que ele será o pré-candidato do partido a governador. Hoje, Léo teria mais uma reeleição à Câmara Federal confiável, mas uma candidatura a governador, mesmo sendo pelo MDB, partido que perdeu muito espaço político em nível nacional, após as eleições gerais de 2018 e, com o distanciamento do casal Raupp (Valdir e Marinha) em Rondônia, há uma enorme interrogação.

MDB II – O MDB, que já foi PMDB e depois retornou às origens, sempre esteve no topo das agremiações partidárias do País. Se o partido não tinha o “cabeça” de chapa, uma composição era fundamental, pois caso contrário, era difícil governar. Nas eleições das últimas décadas foi assim, nacionalmente, com os presidentes da República, Fernando Henrique Cardoso, que era do PSDB, Lula e Dilma, ambos do PT. Em Rondônia o partido já teve representatividade, mais robusto, hoje tem um deputado estadual, Jean Oliveira, um dos três senadores (Confúcio Moura) e um deputado federal, Lúcio Mosquini, que preside o partido no Estado.

MDB III – Sem Confúcio e Raupp, aquele que já foi o maior partido político do Brasil, o MDB, tem dificuldades para formatar um candidato a governador em Rondônia. O prefeito-reeleito de Jaru, João Gonçalves Júnior, do PSDB foi convidado, para se filiar ao MDB com o compromisso de ser o pré-candidato a governador. Não aceitou. Agora o “namoro” seria com o Léo Moraes. É muito estranha a movimentação da cúpula do MDB na busca de um nome à sucessão estadual. E o ex-presidente da Assembleia Legislativa (Ale), Maurão de Carvalho? Ele foi candidato em 2018 a governador, somou 173.690 votos, 10.001 a menos que Marcos Rocha, na época no PSL, que foi para o segundo turno com Expedito Júnior (PSDB) e venceu. Com a desistência de Confúcio, por que Maurão não é o pré-candidato? É o fim da rosca...

Respigo
Após muitas reclamações da população o trabalho de tapa-buracos nas ruas e avenidas de Porto Velho foram retomados. A paralisação, segundo informações da prefeitura ocorreu, porque faltaram insumos +++ Ontem (2), mesmo sendo ponto facultativo uma equipe trabalhava no tapa-buracos na avenida Tiradentes. O trecho da Elias Gorayeb da rua Carlos Gomes à avenida Imigrantes a equipe também trabalhou tapando os buracos, mas de forma displicente +++ Foram fechados somente os buracos maiores, os menores foram ignorados pelos zelosos trabalhadores. Como estamos, ainda, no inverno amazônico (chuvas), os pequenos em breve ficarão grandes e necessitarão de reparos, além de dificultarem o trânsito e favorecer a acidentes.


Por Waldir Costa / Rondônia Dinâmica
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