Os três de Bolsonaro na disputa pelo Governo de Rondônia; divisão do eleitorado dito conservador pode brecar o trio

 

Porto Velho, RO – De bolsonaristas, dos assumidos convictos aos ainda escondidos no armário, a sociedade rondoniense está bem servida.

No pleito de 2022 em aspectos majoritários há pelo menos um trio encostado à imagem do presidente da República Jair Bolsonaro, do PL, que pode chegar às rédeas do Palácio Rio Madeira. Ou, no caso do atual governador Coronel Marcos Rocha, do União Brasil, conservá-las por mais quatro anos.

Além do atual regente da Administração Pública, estão no tabuleiro desde já o seu xará, senador Marcos Rogério, da mesma legenda do mandatário da União; e ainda Léo Moraes, do Podemos.

Rocha se elegeu em 2018 usando o discurso conservador como mote paralelamente atrelado à entoação do nome de seu amigo, ora líder da nação.

Lado outro, o congressista Marcos Rogério, que passou também pela Câmara Federal, foi se transformando aos poucos. Entendeu gradativamente que resguardar-se à sombra presidencial lhe renderia dividendos regionais.

E de fato aconteceu.

Stand-by até há pouco aguardando a tal indicação para um dos Ministérios ou mesmo à liderança do governo federal no Senado, Rogério acabou tendo um insight – confessado publicamente em entrevista.

Com medo de concorrer ao lado de Ivo Cassol, do Progressistas, o receio foi embora junto à decisão final do Supremo (STF) sobre alínea específica acerca da inelegibilidade encartada à Lei da Ficha Limpa.

Quando Cassol caiu fora, se sentiu seguro para colocar a cabeça fora do casco.

Agora, mais que escudeiro do Planalto, Rogério é amigo e correligionário de Bolsonaro nas fileiras encabeçadas por Valdemar Costa Neto.

Uma relação que pode cruzar os planos de Marcos Rocha quanto à pretensão de firmar-se onde está.

E por fora, “comendo pelas beiradas”, está Léo Moraes, do Podemos, que tecnicamente deveria apoiar Sérgio Moro, o ex-juiz pré-candidato à Presidência, visto como a terceira via.

No entanto, a despeito de equilibrar-se meio que em cima do muro a fim de agradar gregos e troianos, canhotos e destros, soando como agente público moderado, Moraes já caiu da obra de alvenaria derramando seu corpo político do lado direito da construção.

Isto além de telegrafar diversas vezes, ora publicamente, ora de maneira subliminar, sua predileção a Messias, acenando ao eleitorado deste.

Logo, Marcos Rocha, Rogério e Léo Moraes são os três homens de Jair em Rondônia. E o trio pode causar uma divisão em adeptos ideológicos congestionando suas respectivas postulações.

Fonte: Rondoniadinamica
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