Estrela do Basquete americano está presa na Rússia e EUA tentam abafar caso

Brittney Griner foi presa por estar com óleo de haxixe em um aeroporto perto de Moscou. Nos EUA, evita-se fazer uma campanha pela soltura porque os russos podem transformar a atleta em um trunfo para que os russos tentem negociar vantagens geopolíticas.

Brittney Griner durante partida pela WNBA em outubro de 2021 — Foto: Ralph Freso/AP

Porto Velho, RO - Não há muitas informações sobre o caso dela. O que se sabe até o momento é que ela foi detida por guardas de alfândega que teriam encontrado com ela recipientes com óleo de haxixe, um derivado de maconha, em um aeroporto perto de Moscou. Se ela for condenada, poderá ser sentenciada a uma pena de até 10 anos na prisão.

Os dirigentes de governo dos EUA não têm se pronunciado muito a respeito do caso. O secretário de Estado, Antony Blinken, disse que o país está fazendo o que pode para ajudar.

O Phoenix Mercury, o time americano, e a WNBA e os parentes de Griner também não se pronunciaram muito. Nos jornais dos EUA, afirma-se que o silêncio é estratégico: por causa da crise entre EUA e Rússia, há receio que, aos olhos dos russos, Griner se torne um trunfo que os russos podem tentar usar para obter vantagens. Por isso, não há campanha pública pela soltura dela.

De acordo com o "Washington Post", a Rússia não permitiu que representantes consulares dos EUA visitassem a atleta na prisão. Uma das jogadoras mais reconhecidas dos EUA. A esposa de Griner fez agradecimentos públicos a quem a apoiou.

Griner, de 31 anos, é uma das jogadoras de basquete mais conhecidas dos EUA. Ela conquistou duas medalhas de ouro em Olimpíadas, um campeonato da WNBA com o Phoenix Mercury e um campeonato universitário. Ela foi eleita para o All-Star, a elite do basquete dos EUA, sete vezes.

Há sete anos que ela joga na Rússia durante uma parte do ano. Ela recebe US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por temporada —quatro vezes o que ela ganha pela WNBA. O último jogo dela na Rússia foi no dia 29 de janeiro.

Há mais de dez jogadoras américas que também pertencem paralelamente a um clube russo ou ucraniano. Griner foi a única que não conseguiu deixar um dos dois países.

Fonte: G1



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