Ucrânia decreta estado de emergência e começa a recrutar reservistas




Presidente Volodymyr Zelensky disse que estava introduzindo o recrutamento de reservista Foto: Twitter

Porto Velho, RO - O Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia anunciou nesta quarta-feira (23), que um estado de emergência deve ser introduzido em todas as partes do país sob controle do governo.

A medida foi aprovada pelo Parlamento ucraniano com os votos de 335 dos 450 deputados, e terá duração de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30 dias.

Durante coletiva de imprensa, o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, Oleksiy Danilov disse que o estado de emergência será introduzido em todo país, com exceção das as regiões separatistas Donetsk e Luhansk.

Danilova explicou que o estado de emergência incluirá “o fortalecimento da ordem pública e da segurança em instalações de infraestrutura crítica e o reforço das inspeções em certos movimentos de transporte”. Ele disse que dependendo das circunstâncias locais, pode haver medidas mais fortes ou mais brandas para garantir a segurança do país.

Para o secretário, o principal objetivo da Federação Russa é ” desestabilizar a Ucrânia por dentro e alcançar seu objetivo. Para evitar que isso aconteça, decidimos hoje e tomamos essa decisão hoje”.

Outra medida adotada, pós o decreto do presidente Volodymyr Zelensky, foi o recrutamento de reservistas com idades entre 18 e 60 anos. De acordo com o texto, o período máximo de serviço é de um ano.

Ontem, Zelensky disse que estava introduzindo o recrutamento de reservistas, mas descartou uma mobilização geral depois que a Rússia anunciou que estava movendo tropas para o leste da Ucrânia.

Os websites do Parlamento, do gabinete e do Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia estão fora do ar. Os websites do governo passaram por várias quedas nas últimas semanas, por conta do que o governo de Kiev classifica como ataques digitais.

A Ucrânia solicitou que os cidadãos ucranianos deixem a Rússia.

A Rússia nega planejar uma invasão e descreveu os alertas como histeria anti-Rússia, mas não tomou medidas para retirar as tropas organizadas ao longo das fronteiras com a Ucrânia.(Com informações CNN Brasil e Reuters)


Fonte: DP Redação
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