Ganhando mínimo de R$19 mil, médicos peritos fazem greve e prejudicam 50 mil trabalhadores





Sala de espera sempre lotada em repartições do INSS - Foto: Lalo de Almeida/Folha Imagem/Arquivo

Porto Velho, RO
- Ganhando salário básico e mínimo de cerca de R$19 mil mensais, sem contar inúmeros privilégios e regalias que em alguns casos dobram esse valor, médicos peritos do INSS realizam nova paralisação, desta vez de dois dias, deixando na fila cerca de 50 mil trabalhadores em situação desesperadora.

Já houve uma “greve” de um dia, realizada na segunda-feira 31 de janeiro. Enquanto os grevistas desfrutavam do esticadão de fim-de-semana, mais de 25 mil trabalhadores na fila de atendimento tiveram suas consultadas adiadas, “remarcadas”.

Agora, a greve de dois dias começou nesta terça (8) e segue até esta quarta (9).

Fontes do INSS afirmam que muitos dos grevistas emendaram o fim de semana com esta greve e criaram um esticadão ainda maior, diante da garantia de que nada lhes acontecerá. Eles têm estabilidade no emprego, ao contrário de mais de 90 dos trabalhadores do setor privado que eles são obrigados a atender.

Os médicos peritos do INSS têm na fila de espera trabalhadores sem renda e que aguardavam a perícia para receber benefícios tipo auxílio-doença ou para retornarem ao trabalho.

Gente muito pobre, em situação desesperadora, viram frustrada a expectativa, por exemplo, de Benefício de Prestação Continuada (BPC).


Fonte: DP Redação
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