Depois das brigas, MDB não tem nome forte para disputar o governo do Estado de Rondônia

Partido não formou novas lideranças e deve ir à reboque de outras legendas no pleito de outubro no Estado

Em 2018, o presidente regional do MDB em Rondônia, Tomás Correia, deu um tapa no rosto do ex-chefe da Casa Civil do governo Confúcio Moura, Emerson Castro durante a convenção estadual

Porto Velho, RO - O partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) vive um dos seus piores momentos do estado de Rondônia no que diz respeito à nomes para a disputa do governo. Há muito tempo o partido não enfrentava uma seca tão grande de nomes com reais chances de conquistar o Palácio Rio Madeira.

Na semana passada o ex-governador e atual senador, Confúcio Moura anunciou sua desistência do pleito, dizendo que vai se dedicar ao seu mandato no Congresso Nacional. Isso fez com que o partido entrasse em polvorosa, pois a legenda não possui outro nome que possa substituí-lo, devendo ser apenas coadjuvante no pleito de outubro próximo.

Candidato ao governo em 2018, o ex-deputado estadual Maurão de Carvalho não foi na época e ainda não é unanimidade dentro da legenda para a disputa. O partido tentou trazer para as suas fileiras os prefeitos tucanos João Gonçalves Junior (Jaru) e Hildon Chaves (Porto Velho), mas não obteve sucesso. Na Assembleia Legislativa os deputados Jean Oliveira e Eurípedes Lebrão não reúnem representação política suficiente para uma candidatura majoritária e o representante do partido no Congresso Nacional, Deputado Lúcio Mosquini (Jaru) tem se tornado a única opção do partido, mas também não tem unanimidade partidária.

Eleito em 2010 e reeleito em 2018, Confúcio não conseguiu fazer sucessor

Desde que assumiu o governo do Estado em 2011, Confúcio Moura não conseguiu construir novas lideranças, o partido acabou perdendo alguns nomes como o ex-vice prefeito da capital Emerson Castro, fechou portas para novas filiações de lideranças que estavam se destacando e teve nomes como o ex-senador Valdir Raupp e a ex-deputada Marinha Raupp ofuscados pelos escândalos de corrupção ligados ao governo federal petista. Confúcio se tornou o líder supremo do MDB em Rondônia, não colaborou para o fortalecimento da legenda, repetindo o que fez em Ariquemes quando administrou o município e não deixou nenhum sucessor político dentro do partido.

Nas eleições de 2022 o partido ficou marcado por uma briga entre seus principais dirigentes dentro do diretório estadual, por ocasião das convenções estaduais. Na oportunidade, apoiadores do ex-governador Confúcio Moura entraram em confronto com seguranças durante a convenção do MDB em Porto Velho para forçar a candidatura de Cofúcio ao Senado. Uma porta de vidro foi ao chão e uma mesa destruída. A confusão aconteceu antes da chegada da PM e momentos antes do presidente regional da legenda, Tomás Correia agredir o ex-chefe da Casa Civil, Emerson Castro com um tapa no rosto, depois de chamá-lo chamando de moleque.

Numa análise sobre o conturbado momento político do MDB, se pode observar que o partido administra apenas uma das principais cidades do estado, Ji-Paraná, onde o prefeito Isaú Fonseca vive às voltas com a justiça. O partido que já administrou a capital, passou por Ariquemes, Jaru, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena vê hoje os adversários tomando conta do espaço político no estado e no pleito de 2022, para não lançar apenas uma candidatura aventureira, deve ir à reboque de outras legendas que outrora foi adversária.


Da Redação













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