Senador de Rondônia e pré-candidato ao Governo do Estado, Marcos Rogério deflagra o primeiro grande “ato jurídico de guerra eleitoral”

Congressista ressaltou, via texto encaminhado pela sua assessoria, que a pesquisa combatida no Judiciário beneficiava o atual mandatário do Palácio Rio Madeira, o Coronel Marcos Rocha, do União Brasil - Fotomontagem / Reprodução

Porto Velho, RO – O jornal eletrônico Rondônia Dinâmica já abordou diversas vezes e em ocasiões distintas os reflexos de uma batalha fora dos holofotes com grandes repercussões nas vidas dos candidatos e do eleitor de modo geral.

A “Guerra das Representações”, desencadeada exclusivamente nas hostes do Poder Judiciário, já foi mote de editorial em passado recente.

Nas eleições de 2018, por exemplo, Confúcio Moura, do MDB, que recém havia saído do posto de governador do Estado, lançou-se como postulante ao Senado Federal.

À época, pediu “pacto de compadres” para que os adversários não recorressem à Justiça a esmo a fim de limar campanhas opositoras. Porém, enquanto pedia trégua no seu blog movia mais de uma dezena de ações contra seus concorrentes no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RO) questionando minimalismos técnicos voltados à propaganda eleitoral.

RELEMBRE
Confúcio moveu mais de uma dezena de representações contra adversários, mas em seu blog pede ‘pacto de compadres’ aos concorrentes

“Este negócio de ‘dedurar’ o concorrente termina entulhando a Justiça Eleitoral e dando muito trabalho para as equipes de oficiais de Justiça. O meu conselho é concentrar na campanha, nas reuniões, enfim, no eleitor para convencê-lo a votar em você”, asseverou o emedebista ao passo em que paralelamente ao discurso fustigava outros políticos com a “varinha” incômoda Judiciário.

Um de seus alvos era o congressista Marcos Rogério, hoje no PL de Jair Bolsonaro, pré-candidato à sucessão do xará, Marcos Rocha, do União Brasil, em 2022.

E no decorrer da semana Rogério deflagrou o primeiro grande “ato jurídico de guerra” e fez questão de usar sua assessoria para distribuir o feito à imprensa.

Diferentemente de Confúcio há quatro anos, o “pit bull” do Planalto na CPI da COVID-19, como diz a VEJA, não quer saber de convenções de “boa vizinhança” com aqueles que podem tomar o mel de sua boca.

Tratou logo, então, de recorrer aos magistrados regionais, dentro, claro, da legalidade, para frustrar a publicação da primeira pesquisa nacional abordando a corrida rondoniense.

E obteve o aval desejado avançando contra o instituto Real Time Big Data e também na direção da Rede Record de Televisão.

A multa para quem divulgar os dados do cotejamento que, segundo Rogério, beneficiava Rocha, pode chega a R$ 100 mil por dia.

Seu “tiro” inaugural alcançou em cheio a pretensão desejada a curto prazo, porém telegrafa, imediatamente, a postura “beligerante” que será adotada durante sua incursão eletiva. Rogério não irá tolerar ser relegado a posições desconfortáveis.

E para não passar sufoco vale até mesmo atentar contra a emissora do Bispo Macedo, que, em termos locais, fora a que mais deu palco às suas adulações em direção ao morador do Alvorada.

De fato, a escaramuça irrompida pelo membro da Câmara Alta é o pontapé preambular da contenda voto a voto.

Reiterando: são nos fóruns eleitorais que boa parte da “guerrilha” será travada. É bom ficar de olho.

Fonte: Por Rondoniadinamica
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