Se voltar à Presidência, Lula fará um governo radical, conta Leonardo Boff

Petista confessou ao teólogo que terá um discurso político conciliatório na campanha, mas fará uma revolução se eleito.

O ex-presidente Lula, durante o lançamento do livro Querido Lula: Cartas a um Presidente na Prisão, escrito pela historiadora Maud Chirio, da PUC-SP - 31/05/2022 | Foto: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
Porto Velho, RO - Durante uma entrevista ao jornalista Breno Altman, o teólogo Leonardo Boff, amigo íntimo e interlocutor de Lula, revelou as reais intenções do ex-presidente caso volte ao Palácio do Planalto. Segundo Boff, Lula teria um discurso político conciliatório durante a campanha, mas fará uma revolução se eleito.

“Ele me disse que, se chegar de novo à Presidência da República, é a última chance de sua vida para fazer uma revolução, e vai fazê-la”, afirmou Boff. “Fará um discurso político para manter a unidade nacional, mas a prática vai ser radical a favor dos pobres, oprimidos, indígenas, mulheres e LGBTs.”

Antes de Lula, Dilma falou em instalar o socialismo no Brasil

A ex-presidente Dilma Rousseff admitiu, em entrevista concedida ao jornalista Breno Altman, do portal Opera Mundi, que o objetivo do Partido dos Trabalhadores (PT) é implantar o socialismo no Brasil. A declaração foi proferida na quarta-feira 8. “Sempre sonhamos com isso”, afirmou a petista, ao ser perguntada se a esquerda não deveria ter como perspectiva a superação do capitalismo. “Talvez essa seja a nossa utopia. Uma outra sociedade. Sem a menor dúvida, não queremos as sociedades socialistas históricas, que surgiram depois de 1917 [ano em que houve a Revolução Russa].”
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