Possível informação privilegiada sobre nova prisão de Lula teria levado Alckmin a ser candidato a vice

Porto Velho, RO - Os bastidores da política nacional fervem neste momento em que se aproximam as convenções partidárias. Tanto em nível nacional quanto regional, o que não faltam são iniciativas de coligações que em outros tempos jamais aconteceriam.

Uma das aproximações que mais causaram estranheza no meio político nacional foi a do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin com o petista e ex-presidente Lula. Rivais políticos há mais de três décadas, os dois passaram por cima das acusações recentes, ofensas e trocas de farpas para uma composição mais do que questionável. Mas isso teria, lógico, um motivo.

Corre nos bastidores da política nacional que Geraldo Alckmin, que migrou do PSDB para o PSB, se dispôs a aceitar uma candidatura a vice-presidente do ex-presidiário Lula por ter a certeza de que o ex-presidente voltará para a cadeia tão logo o processo eleitoral se encerre. Lula teve as suas condenações anuladas por conta de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre possíveis irregularidades no processo, mas continua como réu em todas as acusações, na iminência de ter nova prisão decretada no curso de um novo julgamento, que deve iniciar assim que se encerrem as eleições de 2022. 

Segundo o STF, o julgamento do ex-presidente deveria ter acontecido em São Paulo, onde Lula possuiu domicílio eleitoral e não em Curitiba (PR), para onde o então juiz federal Sérgio Moro avocou todas as ações da Operação Lava-Jato. Como Lula não foi inocentado em nenhuma das acusações, em uma virtual eleição da chapa, com a prisão de Lula, Alckmin assumiria o comando do governo federal, passando de reles coadjuvante a protagonista. 

Da Redação

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