Maurão, Divino Cardoso e Carlos Magno cotados a vice, cargo é pouco valorizado, mas fortalece a chapa; previsão é de Ji-Paraná dobrar bancada na Ale

A íntegra da coluna redigida pelo jornalista Waldir Costa

Porto Velho, RO - Vices – Apesar de a proximidade das convenções partidárias, quando serão definidos os nomes dos candidatos a presidente da República, governadores e respectivos vices; uma das três vagas ao Senado de cada Estado e do Distrito Federal, Câmara Federal e Assembleias Legislativas a escolha dos pré-candidatos a vices, ainda, está sem uma definição nos partidos de maior poderio de voto. As convenções serão realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto, menos de 50 dias. Em Rondônia somente o PSTU tem pré-candidatos a governador e vice, com os radialistas Edvaldo Cordeiro, o Didas, e Almir Casal, que já estão em pré-campanha.

Vices II – Nem mesmo a Frente Democrática integrada pelo PT, PSB, PV, PCdoB e Solidariedade está com os candidatos a governador e vice pré-definidos. Estava tudo acordado entre as lideranças, que também tinha o Psol, que a chapa com os pré-candidatos teria o advogado e professor universitário, Vinícius Miguel a governador, o ex-deputado federal e presidente regional do PT, Anselmo de Jesus de vice, e o ex-governador e presidente estadual do Solidariedade, Daniel Pereira ao Senado. O deputado federal Mauro Nazif, que preside o PSB no Estado, como não tem uma nominata forte para se reeleger comunicou o grupo, que sua pretensão é de concorrer como pré-candidato ao Senado. Isso gerou problemas na Frente, que deu um prazo até o próximo dia 24 para uma definição. Ou se bate o martelo no que foi acordado, ou certamente a Frente Democrática será desfeita.

Vices III
– Mas o assunto em pauta é vice e temos em Rondônia, três nomes, bons de votos e lideranças regionais em condições de ser vice do governador Marcos Rocha (União Brasil), Vinícius Miguel (PSB), caso confirme até o próximo dia 24 sua pré-candidatura e o deputado federal e presidente estadual do Podemos, Léo Moraes. Dois deles do interior, o ex-prefeito e empresário de Cacoal, Divino Cardoso (PTB), liderança consolidada da região do Café, e Carlos Magno (Podemos), que já foi prefeito de Ouro Preto do Oeste, deputado federal, ex-deputado estadual e líder político da região Central, além de o ex-presidente da Assembleia Legislativa (Ale), Maurão de Carvalho (PTB), que nas eleições a governador em 2018, deixou de disputar o segundo turno pela diferença de 10.001 votos, que o atual governador, Marcos Rocha conseguiu a mais e, mesmo sendo segundo colocado no primeiro turno venceu Expedito Júnior no segundo turno.

Vices IV
– Divino Cardoso e Carlos Magno há tempos não disputam cargos eletivos, mas Maurão está sem mandato desde quando entregou a presidência da Ale-RO a Laerte Gomes, em fevereiro de 2019. Maurão teria mais uma reeleição sem muitas dificuldades, apontavam as pesquisas da época, mas optou por concorrer ao governo do Estado, cargo que ele ocupou interinamente, quando presidia a Casa do Povo, e assumiu devido a viagem internacional do governador Daniel Pereira, que era vice e na ocasião filiado ao PSB. Daniel foi governador durante noves meses devido a renúncia de Confúcio Moura (MDB), que foi candidato ao Senado, e se elegeu. Nomes expressivos a vice, bons de votos tem. Quem fizer a melhor escolha terá menos dificuldades nas eleições de outubro próximo, pois o vice é um importante “puxador” de votos.

Ji-Paraná
– O segundo maior e mais importante município de Rondônia promete eleições a deputado estadual das mais acirradas. Três pré-candidatos com muitas possibilidades de todos se elegerem e aumentar a bancada ji-paranaense no legislativo estadual, que hoje tem Laerte Gomes (PSD) e Jhony Paixão (PSDB). Ambos buscam a reeleição, mas com chances reais somente Laerte. Também estão na disputa por vagas na Ale-RO, o ex-deputado estadual Airton Gurgacz (PDT) e o presidente da câmara de vereadores, Negão Fonseca (MDB), pré-candidatos com considerável potencial de votos. E o PT terá a ex-vereadora Cláudia de Jesus, que disputou a prefeitura nas eleições de 2020, mas não se elegeu. Ji-Paraná tem chances de eleger quatro ou cinco deputados nas eleições de outubro próximo.

Respigo

Ontem (16) foi dia de Corpus Christi, feriado estadual e municipal na maioria das regiões. A coluna não foi postada, como ocorre no Natal, Ano Novo e Sexta-Feira da Paixão +++ Hoje funciona somente o Palácio Rio Madeira, porque o governador Marcos Rocha (União Brasil) desde o primeiro ano de mandato não decreta Ponto Facultativo nessas ocasiões. Um pouco por teimosia, opção religiosa e por ser “Caxias”, porque é coronel da PM +++ Mas que é um contrassenso não se tem dúvida, porque é um gasto desnecessário, para se manter a logística do sistema público. Uma sexta-feira, pós feriado, onde o governo federal, Assembleia Legislativa, prefeitura, câmara de vereadores optam pelo Ponto Facultativo é no mínimo uma heresia manter em funcionamento a estrutura do executivo estadual +++ Como sempre ocorre em ocasiões de feriados prolongados o Aeroporto Jorge Teixeira e o terminal rodoviário estiveram lotados desde à tarde de quarta-feira (15). O movimento da BR 364 também aumentou muito desde a véspera do feriado e continua forte, portanto deve-se redobrar os cuidados na perigosa rodovia.

Fonte: Por Waldir Costa / Rondônia Dinâmica
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