Lula voltar a dizer que seu governo não terá teto de gastos

 Para o ex-presidente, o dispositivo beneficia os "banqueiros gananciosos"


Além do teto de gastos, Lula prometeu reverter Reforma da Previdência | Foto: BW Press/Shutterstock

Porto Velho, RO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira, 24, que o teto de gastos públicos serve a “banqueiros gananciosos”. As declarações foram dadas em entrevista à rádio +Brasil News.

“Eu acho que governo sério não precisa de teto de gastos”, disse o petista. “Por que aprovaram o teto de gastos? Porque os banqueiros são gananciosos”, declarou Lula.

“O teto de gastos foi uma forma que a elite econômica brasileira e que a elite política fez (sic) para evitar que o pobre tivesse aumento dos benefícios nas políticas sociais, na educação, na saúde, para garantir que os banqueiros não deixem de receber as coisas que o governo deve para eles”, afirmou o ex-presidente.

Ele prometeu ainda que seu governo terá responsabilidade social. “Eu já fui presidente oito anos, nunca precisei de teto de gastos para ser responsável”, disse.

O ataque ao limite dos gastos públicos não é novo. Em março deste ano, o petista afirmou que “teto de gastos é incompetência de quem governa o país”.

O que é o teto de gastos
O teto de gastos foi instituído no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), em 2016. O objetivo é conter as despesas do governo federal nos próximos 20 anos. Com isso, o valor despendido para saúde, educação, segurança, entre outros temas, possui um limite constitucional.

Bomba de Hiroshima
Críticas a reformas têm sido cada vez mais recorrentes nos discursos de Lula, que também é candidato à Presidência da República pelo PT nas eleições deste ano. No mês passado, o petista comparou a Reforma da Previdência à uma bomba atômica.

“Reforma pressupõe uma coisa boa. Quando você diz que vai reformar sua casa, seu carro, é para melhorar. Mas o que está sendo feito não é uma reforma; eles estão destruindo o que já tem. Isso tá mais para bomba de Hiroshima do que para reforma”, afirmou.

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