OPINIÃO: Institutos começam a ajustar pesquisas e já colocam Bolsonaro e Lula em empate técnico

Porto Velho, RO - Devagarinho os institutos de pesquisa estão alinhando os seus números com o grito das ruas e as últimas pesquisas já não mostram uma ampla vantagem do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva(PT) sobre o presidente Jair Bolsonaro(PL), muito pelo contrário. Já apontam o chamado empate técnico e até uma pequena vantagem do atual presidente em algumas regiões.

A intenção desses institutos, que nos últimos anos não têm acertado nada em termos de intenções de votos é deixar os dados mais próximos da realidade, para no final, vir com a velha cartada de que houve uma virada de última hora.

Institutos como o falido e problemático Ibope, que trocou de nome, mas continua agindo da mesma forma, são empresas que vivem de renda e não são só as pesquisas eleitorais a sua fonte de renda, embora sejam elas, o propulsor das demais negócios, e por isso, precisam de um porto seguro, já pensando no futuro.

O Ibope, por exemplo, durante os treze anos do governo petista nadou de braçadas nas mais diversas atividades, desde pesquisas técnicas, de mercado, de satisfação pública e na área de cursos. Com a troca do governo em 2019, a fonte secou e o instituto faliu. Hoje, o que querem esses institutos, a maioria deles, é verdade, é a volta da vida fácil, das oportunidades de negócios nem sempre claras e o domínio do mercado.

Por muitos anos IBOPE foi significado de audiência, de preferência, de algo que se destacava. Hoje, Ibope nada mais é do que uma referência duvidosa, envolvida em escândalos eleitorais que em nada lembra os áureos tempos do início dos anos 2.000.

Tentando fazer com que as pesquisas de intenção de votos não influenciem a decisão dos eleitores, mesmo que isso seja impossível, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pontual algumas exigências quanto a sua formatação, encomenda e publicação, porém não coloca um limite de tempo para que esses critérios sejam observados, como por exemplo o ano eleitoral.

Pesquisas de intenção de votos hoje no Brasil só é considerada válida pelo TSE em ano eleitoral, quando se exige cumprimento de critérios, fazendo com que em anos anteriores, tudo seja liberado. Com isso, na chamada pré-campanha, os institutos podem deitar e rolar, colocar na glória ou na desgraça qualquer pretenso candidato. Podem construir uma candidatura do zero ou aniquilar alguém que esteja em ascensão a fim de desestimulá-lo do pleito. Isso sem nenhum tipo de fiscalização ou regra.

Foi o que tentaram fazer com a campanha de Bolsonaro à reeleição. Até dezembro do ano passado o ex-presidente Lula ganhava em primeiro Turno. Não tinha adversário para superá-lo, enquanto Bolsonaro era estampado já como derrotado. Isso claro, porque os dados não eram necessariamente obrigados pelo TSE a serem verdadeiros. Sem critérios, os institutos trabalhavam ao seu bel prazer e interesses. Só que isso não foi suficiente para derrubar o presidente.

O grito das ruas, as ações do governo em plena pandemia, as manifestações de setores da imprensa que não se curvaram, foram mais fortes e hoje os números começam a ser ajustados. Mas é só para dar um ar de seriedade às pesquisas, pois contra fatos não há argumentos. Enquanto Bolsonaro é ovacionado por onde passa, o seu principal adversário não consegue sair às ruas, é impedido pela própria população de entrar em cidades, como aconteceu Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e tantas outras, onde a população fecha estradas e rodovias para impedir a entrada da caravana lulista. 

Estamos há menos de seis meses do pleito eleitoral, que na verdade se encaminha para ser um plebiscito entre o futuro e o passado. O verde-amarelo contra o vermelho, a foice e o martelo do comunismo contra a bandeira da liberdade de expressão e de opinião, a liberdade de imprensa contra a ditadura do controle da imprensa e das redes sociais. Estamos há seis meses de escolhermos se queremos o Brasil nas páginas policiais novamente ou no cenário internacional de desenvolvimento sem corrupção.

E esse momento já causa desconforto de alguns, pois o grito das ruas é mais forte, é contundente. Tentam atacar de todas as formas, desde a seriedade e hombridade das nossas forças armadas até uma ação de governo mais forte. Deixam de lado as conquistas e os benefícios como o recorde e histórico aumento dos professores que enfim estão sendo valorizados pela tão importante profissão, os investimentos feitos em saúde pública, os benefícios, como por exemplo, do auxílio emergencial que ajudou milhões de pais e mães de família em todo o Brasil a colocar na mesa o pão de cada dia em um período caótico, para se dedicarem à sanha da desconstrução do governo, com a única intenção de "faturar" com uma eventual mudança.

Com esse recuo dos institutos de pesquisas, nos próximos dias teremos, sem dúvidas novos números. As manifestações programadas desde a motociata de hoje em São Paulo, que reúne mais de 2 milhões de motociclistas em apoio à Bolsonaro, o grande evento de 7 de Setembro mostrará ao Brasil e ao Brasileiro a verdadeira intenção de voto e obrigará uma revisão nos números dos institutos sob a pena de os institutos ficarem cada vez menos confiáveis, se é que isso ainda é possível.


Jocenir Sérgio Santanna

Jornalista - DRT-RO 1742

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