Ministro Lewandowski, do STF, livra Lula de última ação penal



O ministro do STF Ricardo Lewandowski.| Foto: Nelson Jr./STF

Porto Velho, RO - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), liberou o petista da última ação que corria contra ele na Justiça. As acusações eram de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso da compra dos caças suecos Gripen.

Na decisão, o ministro citou as conversas entre os procuradores da força-tarefa da Lava Jato obtidas por hackers, ou seja piratas, invasores, ilegais, criminosos, que entraram nos celulares dos promotores e se verificou, depois disso, que eles teriam sido "parciais para condenar Lula". Ora, todo promotor quer condenar, essa é a função dele. Assim como é função do advogado de defesa buscar a absolvição do réu.

Outra coisa que todo mundo sabe é que prova ilícita não vale. Mas o ministro Lewandowski alega que esse caso foi discutido por 15 anos sob a visão de companhias aéreas, dos concorrentes, das autoridades e principalmente da Força Aérea Brasileira e que não poderia ter havido nenhum tipo de ilegalidade no meio. E que, pela jurisprudência, a prova ilícita pode ser usada em defesa do réu.

Vale lembrar, ainda, que Lewandowski presidiu o julgamento da ex-presidente Dilma, em que foi rasgado o parágrafo único do artigo 52 da Constituição, que diz que o presidente condenado fica inelegível por 8 anos. Dilma não ficou inelegível.

A crise de potássio

Nesta quarta-feira (2), recebi do presidente Jair Bolsonaro (PL) uma mensagem que informa que, devido à guerra entre Rússia e Ucrânia, o Brasil corre o risco de falta de potássio ou do aumento de preço do produto, fertilizante essencial nas lavouras brasileiras. O texto também afirma que a segurança alimentar, o agronegócio e a nossa economia exigem do Executivo e do Legislativo medidas que permitam a não dependência externa de algo que temos em abundância.

O potássio triplicou de preço no ano passado e já está em falta, porque os grandes produtores do mundo são Canadá, Rússia e Belarus – e Belarus não consegue exportar por problemas com parceiros dos Estados Unidos. E temos esse mineral em abundância na foz do Rio Madeira, onde está parada, desde 2017, o projeto de exploração da companhia Potássio do Brasil por causa do Ministério Público, de decisão judicial e de um ambientalismo exacerbado.

O presidente me informou que tem um projeto de lei, de 2020, que permite a exploração e produtos minerais, hídricos e orgânicos em terras indígenas e que, uma vez isso aprovado, se resolve esse problema.

Hipocrisia das máscaras no Rio


A Prefeitura do Rio de Janeiro disse que vai reunir, na segunda-feira (7), seu comitê científico para decidir se flexibiliza o uso de máscara contra a Covid-19. Isso depois das imagens feitas durante o Carnaval na cidade, inclusive do prefeito Eduardo Paes sambando sem máscara. É incrível. E quem paga por isso, com sérios efeitos, são as crianças, que são obrigadas a usar. Isso é o pior de tudo.

Fonte: Por Alexandre Garcia
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