EDITORIAL: Hildon e Confúcio “queimam largada” e com queda de Cassol campo favorece Rocha; Léo Moraes e Vinícius Miguel ainda fazem frente

Marcos Rogério, do PL, está em stand-by, aguardando o assobio do Planalto para saber como se postar no tabuleiro.



Porto Velho, RO - A semana foi de suma importância para a política de Rondônia com a decisão do Supremo (STF) que sequer cogitou avaliar os argumentos do PDT para alterar a alínea da inelegibilidade nos ditames da Lei da Ficha Limpa.

Com isso, Ivo Cassol, do Progressistas, sentenciado por crime de fraude à licitação – e com os respectivos direitos políticos suspensos –, está fora do jogo.

Logo, o tapete se estendeu de maneira favorável à possível reeleição de Coronel Marcos Rocha, do União Brasil. Isto porque há pouco obteve a importante aliança declarada pelo prefeito da Capital, Hildon Chaves, do PSDB. E Chaves não foi só.

Rumou com nomes importantes do tucanato como, por exemplo, os irmãos Carvalho: Maurício, seu vice; e a deputada federal Mariana, que quer ser senadora.

Enlaçadas, as turmas dos palácios Rio Madeira e Tancredo Neves somam suas forças logísticas para formar encorpadas nominatas e preencher os espaços de poder além do Executivo.

Em suma, sem se antecipar às deliberações judiciais em relação a Cassol, Hildon “queimou largada”, pois teria condições de ser protagonista na contenda. O mesmo ocorre com Confúcio Moura, do MDB, atualmente pressionado por correligionários para voltar atrás na decisão, segundo corre à boca miúda nos bastidores da vida pública.

Marcos Rogério, senador do PL, subalterno do Planalto, aguarda o assobio do presidente da República Jair Bolsonaro, da mesma legenda, para decidir o futuro. Por ora, aguarda quieitinho e comportado a fim de descobrir se concorrerá ou não. Por enquanto nem Ministério tempouco liderança do governo no Senado Federal.

Em política há duas verdades quase absolutas: se “queimar largada” é ruim, pior ainda é perder o timming das deliberações.

Portanto, para fazer frente, de fato, à maquina, restam os nomes do deputado federal Léo Moraes, do Podemos, e Vinícius Miguel, do Cidadania, ex-secretário da gestão Hildon Chaves.

Os emedebistas andavam “namorando” a figura de Moraes a distância enquanto tateavam o solo. Poderia, no frigir dos ovos, figurar como apoio primordial no momento de enfrentar a sustância governamental.

Vinícius Miguel, lado outro, apesar do feeback positivo em pleitos passados, teria de se movimentar no sentido de capitanear uma espécie de coalizão de centro, centro-esquerda e esquerda, mesmo não sendo unanimidade dentro do espectro, para chegar ao posto-mor do Estado.

As peças no tabuleiro são essas. Não haverá grandes mudanças daqui a outubro: no máximo alterações nos movimentos, e olhe.

Consequentemente, a sorte está lançada e quem for inteligente o suficiente para andar de mãos dadas com ela tem toda a chance de alcançar os objetivos delineados no horizonte.

Fonte: Rondoiadinamica
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