Cinco deputados federais tentam a reeleição em outubro

 

Porto Velho, RO - Com toda a confusão da lei eleitoral, a formação de nominatas que, uma hora parecem ser viáveis, para em seguida ruírem, por desistência de um ou mais nomes, que não aceitam apenas servir de escadas para os que, potencialmente, têm mais chances, como fica, na real, a situação dos nossos atuais deputados federais? 

Ao menos três, a princípio, não vão buscar reeleição: Léo Moraes, Mariana Carvalho e Jaqueline Cassol. As duas devem disputar o Senado e ele o Governo. E os outros cinco? Todos, de uma forma ou outra, estão enfrentando, uns mais, outros menos, dificuldades sérias, para a formação das composições políticas, que possam levá-los a um novo mandato. 

O duas vezes coordenador da bancada federal, Lúcio Mosquini, tenta voltar pela terceira vez. É uma grande liderança, a partir de Jaru, que chega a várias regiões do Estado. Fez 38.630 votos na eleição passada, quase 5 por vento de todos os votos válidos na eleição de 2018. Lúcio é o presidente regional do MDB e continua lutando para que seu partido consiga formar uma relação de candidatos, que dê possibilidades reais à sigla de eleger ao menos dois parlamentares. 

Expedito Netto também tem problemas. Chegou muito perto dos 40 mil votos na última eleição, cooptando, certamente, parte do eleitorado do seu pai, Expedito Júnior, que concorreu ao Governo e foi para o segundo turno. Numa situação normal, Netto teria enormes chances de mais um mandato. Mas igualmente não está conseguindo formar uma nominata, que possa somar entre 80 mil e 100 mil votos, o cociente que elegerá cada um dos deputados federais.

Como Mauro Nazif, do PSB, vai buscar sua reeleição? Na mesma situação do que seus principais concorrentes, o ex-prefeito de Porto Velho tenta montar seu grupo de candidatos, trazendo nomes de todo o Estado. Agora, com a chegada de Vinicius Miguel, que por enquanto vai ao Governo, mas mais à frente pode também optar pela Câmara, Mauro começa a reforçar sua turma, buscando aumentar seus 30.399 votos de 2018. 

O Coronel Chrisóstomo, aliado de primeira hora do governador Marcos Rocha e também um dos primeiros que se voltou contra seu antigo parceiro, ingressou domingo no PL e, nesta eleição, é um dos principais nomes à Câmara. no grupo de Marcos Rogério, que vai ao governo. Do alto dos seus 28.344 votos, Chrisóstomo vai tentar a reeleição, esperando uma nominata poderosa dos aliados de Rogério. 

O último nome, mas longe de não ser muito poderoso, é o da deputada federal Silvia Cristina, do PDT. Do alto dos seus 33.038 votos, a competente parlamentar de Ji-Paraná está solitária, ao menos por enquanto, porque seu partido está tendo muitas dificuldades de formar uma nominata viável, já que os cotados sabem que Silvia é o nome certo para eleger-se. Como ela conseguirá, se seu partido não reunir mais algumas candidaturas viáveis, somar, sozinha, mais de 80 mil ou até 100 mil votos? Neste momento, o quadro é este. Tudo ainda pode mudar, é claro, como mudam constantemente as nuvens da política.

Fonte: Opinião de Primeira
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