Reeducandos Casa de Prisão e Albergue semiaberto de Rolim de Moura participaram do curso de Olericultura


Curso aconteceu com 200 horas/aulas práticas e teóricas

Porto Velho, RO - Reeducandos da Casa de Prisão e Albergue semiaberto de Rolim de Moura que concluíram o curso de Produtor de Olerícolas receberam nesta semana seus certificados.

Com carga horária total de 200 horas/aulas práticas e teóricas, o curso foi realizado em parceria com o Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep), Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

As aulas tiveram início no dia 28 de setembro e foram concluídas no dia 28 de dezembro, abordando desde o preparo do solo, construção de canteiros, preparação de mudas e semeadura direta, condução de plantas, controle de ervas daninhas, além de outras técnicas de tratos culturais.

De acordo com o gerente da Regional III da Sejus, Leandro Delgado, o objetivo do curso é oferecer formação técnica com certificação reconhecida em todo o território nacional, a fim de proporcionar uma qualificação que possa ajudar na reinserção dos reeducando.

Curso visa a ressocialização dos reeducandos

“O Governo de Rondônia, por meio da Sejus trabalha diariamente com ações voltadas para a ressocialização dos reeducandos. Sempre contando com parcerias de outros órgãos, empresas e o apoio incondicional dos nossos policiais penais”, ponderou Leandro Delgado.

Segundo o instrutor do curso, o biólogo Kéven Gonçalves, o maior desafio é quebrar paradigmas e preparar sistemas de cultivos na janela de plantio mais difícil do ano, com muitas chuvas, alta humidade do ar e temperaturas.

“Todo mundo já teve algum vasinho de tempero ou até mesmo uma horta caseira que plantava de tudo um pouco; nossa abordagem aqui desde o começo é mostrar que as técnicas domésticas não são viáveis para os cultivos comerciais, cuja qualidade dos produtos é cada vez mais exigida pelos consumidores, objetivando formar técnicos que possam atender a demanda do público consumidor.

Todas as atividades, desde o preparo do solo até o pós-colheita tem por finalidade apresentar alternativas viáveis, visando o melhor custo benefício para produção de olerícolas. Sabemos que a época do ano não é adequada para o cultivo convencional de muitas hortaliças; até mesmo as mais robustas sofrem com as condições edafoclimáticas da nossa região; neste período do ano, porém o material que recebemos e algumas parcerias que tivemos no decorrer do curso nos permitem ensinar na prática algumas técnicas que os alunos possam replicar posteriormente”, explicou Gonçalves.

O curso contou também com o apoio de parceiros que foram fundamentais para a realização de inúmeras atividades: Projeto de Viveiro do Conselho Comunitário Municipal; Laboratório de análises de solos, empresas, Cooperativa de Produtoras e Produtores de Hortifrutigranjeiros de Rolim de Moura (Cooprohorom) e comunidade rolimourense.


Fonte: SECOM
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