A resposta do agro ao preconceito de quem não quer a mesa cheia




Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção de 284,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2021/22.| Foto: Wenderson Araújo/CNA

Porto Velho, RO -
O agro brasileiro continua trabalhando de domingo a domingo, de sol a sol, dia e noite, 24 horas por dia. A produção de grãos na próxima safra vai crescer 12,5%. Serão 284 milhões de toneladas. Isso que o clima não ajudou, sem chuva em dezembro no Rio Grande do Sul, principalmente, mas também em Santa Catarina e Paraná. Não ajudou a soja nem o milho.

Mesmo assim, a soja cresceu 3,8% em área e a colheita esperada é de 140 milhões de toneladas. Milho, 113 milhões de toneladas. O trigo para o nosso pão, 8 milhões de toneladas. Eu lembro que quando eu cobria economia pelo Jornal do Brasil a meta era chegar a 1 milhão de toneladas. Algodão, que é leve, pois é só pluma, 2,7 milhões toneladas. Já o arroz, 11 milhões de toneladas, e o feijão, 3 milhões de toneladas.

Essa é a resposta do agro, que tem sido vítima de muito preconceito de gente que, de certo, não quer a mesa cheia, não quer que haja abundância de comida para que o preço dos alimentos seja mais barato. O agro brasileiro dá segurança, inclusive, para uma boa parte do mundo, capaz de alimentar 1,6 bilhão de pessoas.

A previsão sobre a produção de grãos é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que faz todos os anos essa estimativa. É uma previsão que foi refeita, inclusive, porque a previsão anterior não estava contando com a quebra que houve pela falta de chuva.

Ponte carcomida


Eu vi imagens de uma ponte no interior de São Paulo cujos pilares estão carcomidos pela corrosão. Uma coisa horrorosa, dá um pânico porque parece que a ponte vai cair a qualquer momento. Curioso é que a última inspeção feita na ponte diz que não há danos estruturais.

No entanto, pela imagem que eu recebi no Twitter, é possível ver através dos pilares. Dá para ver o esqueleto da armação em ferro, que está enferrujada também. Essa ponte fica na Raposo Tavares, uma rodovia paulista, sob administração do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). É a ponte Jurumin sob o rio Taquari, em Piraju (SP).

É bom que haja um alerta sobre isso, inclusive em relação aqueles que usam frequentemente essa ponte.

Energia pressiona a inflação


Como eu havia previsto, a inflação oficial do país, o IPCA, realmente encerrou 2021 na casa dos 10%. Superou e muito o centro da meta, que era de 3,75%, com um teto admitido de até 5%. Ou seja, a inflação final foi o dobro do que seria aceitável.

É a terceira vez em que há uma inflação alta nesse século. A primeira vez foi em 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com 12,5%. Depois, na transição Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), em 2015, com 10,67%.

E adivinhem quais as causas principais para uma inflação tão alta? O que mais subiu? Primeiro, etanol; segundo, gasolina; terceiro, diesel; quarto lugar, gás; e depois, eletricidade. Ou seja, energia. É o que está "matando" a economia dos europeus.

A Alemanha teve neste ano a maior inflação dos últimos 30 anos. Já os Estados Unidos está fechando a inflação de 2021 como a maior dos últimos 31 anos. É o preço da energia.

Gasolina mais cara


E mais: está aumentando nesta quarta-feira (12), nas refinarias, os preços da gasolina entregue às distribuidoras, com R$ 0,11 centavos a mais o litro, e do diesel, com R$ 0,24 centavos a mais o litro.

Enquanto a gente fica sabendo que o pré-sal está cada vez mais recordista em produção de petróleo e gás. O que parece uma contradição, porque pela lei da oferta e da procura quanto mais abundante é a matéria prima, mais baratos são os derivados. Mas não é isso que acontece porque tem a dependência do dólar e do preço internacional do petróleo.

Fonte: Por Alexandre Garcia, 11/01/2022
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